"esquerda, direita...eu não sei mais de que lado."
Dizem que a política é um círculo vicioso: a esquerda acha que toda pessoa de direita é burguesa, reacionária e tradicionalista demais. A direita acha que toda pessoa de esquerda é subversiva, incapaz e invariavelmente hipócrita. E pasmem! Em vias de fim de mundo, ainda há gente que se encaixe nos dois lados. Sinceramente, eu não sei qual dos estereótipos me enche mais o saco. Olha, eu acho de verdade, que se você está afim, tem que defender o que acredita. Tem que tentar combater o que não acredita. E se você fizer barulho o suficiente, alguém vai acabar ouvindo. Mas tem gente que exagera. Aí nesses casos, emitir uma opinião sobre política é pior que emitir uma sobre religião para um fanático. Tenho amigos que têm visões de mundo muito diferentes das minhas e de vez em quando, debatemos por horas. Mas é um embate de idéias, de ideologias, com o devido cuidado de não levar nada para o campo humano, imperfeito e limitado. Sabe, nesses casos ( e em tantos outros), quando você começa a misturar o lado pessoal com o lado ideológico já é meio caminho andado para assumir um atestado de erro. Falo por experiência própria! Eu mesmo já falei besteira e continuo falando. Mas de uns tempos pra cá, aprendi a decência de reconhecer pisadas na bola e de reconsiderar. Porque sim, todo mundo erra, todo mundo muda de opinião. Mas é como diria Pascal: "Não tenho vergonha de mudar de idéia, porque não tenho vergonha de pensar." Então, antes de execrar qualquer opinião contrária a sua, custa nada dar uma lida, uma conversada, pra sacar de qual. Porque às vezes é só nosso intelecto pós-primata, reduzido e permeado de frustrações e/ou contendas pessoais que está falando mais alto que a razão. Beijos.
Escrito por Igor às 12h38
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
break of dawn
shine a light, sunshine. shine a ligth, sunshine. it will all be alrigth by tomorrow life is only a glimpse in time. We're all mad here, in a way or another but you just need sometimes shine a light, sunshine. shine a ligth, sunshine. give me your fright give me your smile tonight. shine a light, sunshine. shine a ligth, sunshine. shine a light, sunshine. shine a ligth, sunshine.
Escrito por Igor às 13h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
sobre Bromélias
Eu acredito que o amor é um apanhado de muitas coisas. Loucura, a maior parte delas. Mas há uma pontinha de lucidez. É nessa pontinha que se tenta agarrar a minha história...
Escrito por Igor às 12h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
a letter from a friend.
Dizem que a percepção poética daqueles que escrevem é maior que a dos que vivem. Quem sou eu para contestar postulados. Em outra vida, riria tanto dos que escrevem, quanto dos que vivem. E ainda mais, de qualquer rastro de credulidade. Vivi por achar que o verdadeiro poeta é aquele que não acredita em absolutamente nada do que escreve. Mas em algum momento, todos temos que acreditar em alguma coisa, por mais efêmera que possa parecer. Repetimos ciclos, repetimos as palavras, repetimos os erros. Então, escolhi acreditar nas coisas que tendem a não se repetir. Escritor dos Círculos
Escrito por Igor às 10h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Robe
As estrelas olhavam-nos E bem poderiam dizer que também as olhávamos, Mas decerto ledo engano seria. Que eram estrelas perto do que nos rendia? Se ainda vens, Venha como sempre vieste, De sorriso claro e cabelos soltos. Se ainda vens, Chegues perto e me abraça Não precisas dizer coisa alguma. Ainda há tudo o que havia. Ainda e sempre. Disseste, tal qual como sabias que eu havia dito De quantas vezes, em asas de saudade Voávamos para perto do inefável Onde tantas léguas não eram mais que o infinito? Se ainda vens, Não demores tanto, tanto. Nem batas ao entrar na minha porta. Se ainda vens, Dê-me a mão E não te vás nunca mais.
Escrito por Igor às 13h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
A Blake's Dream
Solar winds from an old dying star Gently burnin' my face in A small lapse of reason that shines All along these brilliant maze I can't see where the rain is gonna fall But I sure can hear the storm's call There's not a word form the jester's row They're too much blind seeing lights "In what distant deeps or skies Burnt the fire of thine eyes? On what wings dare he aspire? What the hand dare seize the fire?" I see wasted people and land Almost as much I'm from last nigth I couldn't care less about those elder signs I got a terrible headache of mine But they speak and as they speak they don't hear The child born with two teeth in his troath The songs of fire, the veiled songs of fear We all sing before our own time comes "In what distant deeps or skies Burnt the fire of thine eyes? On what wings dare he aspire? What the hand dare seize the fire?"
Escrito por Igor às 12h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Mal Súbito
Luís olhou bem para o relógio. 02:34 da manhã. Esperou ter certeza que podia levantar-se, sentia tanta dor que temia ter quebrado algo. Não quebrou. O gemido continuava aproximando-se. Ele podia sentir o som, subindo as escadas. Ele virou o corredor e enfiou-se no único cômodo que não estava trancado. Tudo estava escuro, tão escuro que usar a luz do celular como lanterna de pouco adiantava. A escuridão parecia ter peso. Parecia ter consciência que ele estava ali. Empurrou uma cômoda para bloquear a porta, tentando não fazer barulho. Ouviu lá fora o ranger de uma porta abrindo-se. Deixou-se escorregar pela parede e ficou sentado, em completo silêncio. Mal respirava. Tentou recordar tudo que havia acontecido. Mas sua cabeça não conseguia ligar coisa com coisa. Começou com os estranhos estalos e ruídos noturnos. O amigo espírita que saiu de lá desesperado e chorando. “Ele tentou me avisar” – pensou. Mas esse amigo não sabia explicar o que lhe assustava tanto. E além do quê, até então, ele não acreditava nessas babaquices. As mensagens estranhas no celular, sempre na mesma hora de madrugada. Mas que nunca diziam nada. Os dois gatos de estimação que desapareceram. O cheiro ocre que aparecia sem motivo algum no quarto. A luz da câmera do notebook que acendia-se sozinha, enquanto o computador fazia um ruído estranho. E a carta, acima de tudo, a carta. Recordou daquele envelope pardo, manchado e já gasto pelo tempo no meio das suas correspondências. Recordou do cheiro de mofo que o papel tinha e a caligrafia tremida, que escrevera “Casemiro” no verso do envelope. Ele nunca soube quem era o tal Casemiro. Não haviam vizinhos por perto daquela sua nova aquisição imobiliária. Um setor de chácaras, o mais próximo estava a cinco quilômetros de distância. Depois que separou-se da mulher e dos filhos, passou a morar ali em tempo integral. Quando perguntou sobre o nome, a maioria nos arredores não soube responder, uma senhora chamada Inês inclusive olhou-o assustada e fechou-lhe a porta na cara. Ninguém sabia de quem o envelope poderia ser. Devia ter devolvido o envelope, ou jogado fora, mas o abriu. Dentro, uma carta com a mesma caligrafia do envelope, mas em algumas partes parecia tremer ferozmente:
“Meu Deus, piedade. Não há coisas que eu não sei ver, há coisas que não precisam ser vistas. Eu não sei mais quem é que...(...) preciso dizer alguma coisa antes de ir. Estão todos lá, todos seus filhos que você ama tanto. Talvez você não os reconheça em pedaços como estão, mas são eles. Me perdoe, querido. Eu não sei o que está acontecendo, eu não consegui evitá-la. Não consigo evitá-la. Eles simplesmente me irritaram demais. E você mereceu. Eu ouvi falar que havia uma mandinga para que você ficasse mais em casa, se interessasse mais por mim. E para que aquela vizinha rameira batesse as botas. Tentei fazer. Pareceu funcionar, você era mais presente e ela realmente se foi. Logo depois começaram as vozes. Nunca tive coragem de contar, com medo que você se desinteressasse ainda mais e me abandonasse. Não conseguia mais dormir. Não conseguia mais pensar em outra coisa. Agora tudo são as vozes, eu não consigo mais lutar. Me perdoe. Estou além de qualquer ajuda. Nossos filhos me esperam. Hilda.” Era a coisa mais perturbadora que ele havia lido na vida, realmente parecia que duas pessoas falavam pela mesma carta. Uma carta que ele se arrependia até a alma de ter aberto. Mas mesmo depois de queimada, as palavras pareciam grudadas na sua mente. O gemido continuava aproximando-se, ele encolheu-se contra a parede, no lado oposto do cômodo e tentou fazer todo o silêncio do mundo. O barulho parecia atrair aquilo. Ele quase respirou aliviado, quando seu celular tocou: “Nova mensagem de texto”. Ele engoliu em seco, tentando domar o terror e abriu a mensagem. O mesmo número desconhecido. Só que agora dizia: “Casemiro”. ... Quando a polícia foi chamada, semanas depois, o corpo já estava em decomposição. Todos os relógios da casa marcavam o mesmo horário. Apesar das estranhas marcas de sangue não identificado no local, nenhum sinal de violência foi encontrado no cadáver. A ex-mulher de Luís foi quem fez o reconhecimento do corpo do marido. Alguns meses depois, do que o atestado de óbito chamou de “mal súbito”, a ex-mulher, que era arquiteta, resolveu mudar-se para a casa da chácara com os filhos. Para reformar a casa e vendê-la. Um dia uma senhora chamada Inês bateu à porta.
Escrito por Igor às 05h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
sonho, rascunho 2
Elisa nunca saía de casa sem escolta. Seu pai, filho de um pecuarista e um empreendedor de mão cheia, lucrara muito com a recente crise financeira. A verdade, a grande verdade, é que ele era um especulador, como muitos outros. Mas seu grande trunfo era não errar nunca. Ele se antevia, estudava com paciência cada variação do mercado e o principal, ele tinha faro. Carlos Vogel era um homem alto, com um rosto austero e profundos olhos verdes. Tinha sido muito bonito na juventude, mas a morte da esposa e os anos como fumante tomaram seu preço. Desde então passou a afundar-se cada vez mais no trabalho. Preenchendo o vazio que a esposa havia deixado com números. Desde a morte da esposa, nunca conseguira reaproximar-se da filha. Primeiro porque a menina era a cópia da mãe, e aquilo o entristecia, por mais que ele se esforçasse. Depois, porque aquilo acabou tornando-se um hábito. Mantinham uma cordialidade fria na maioria do tempo, a não ser em raros momentos em que iam para uma das fazendas do avô com toda a família. Ali, parecia que o pai era de novo aquele que Elisa se lembrava quando criança. Não tinha irmãos, mas as primas quase lhe compensavam essa parte, apesar de não vê-las muitas vezes por ano. Ali sentia-se bem. Aprendera a cavalgar desde muito nova e acabou tornando-se jóquei. O que o pai não entendia é porque ela insistia em também cuidar dos cavalos. Um dia quando a perguntou, dizendo que existiam empregados que ele pagava e pagava bem justamente para domar, lavar e escovar os animais, ela respondeu: "Por quê você vigia a bolsa de valores todos os dias, quando têm empregados que recebem e recebem bem para fazê-lo?". Aquele tom, o mesmo tom que sua esposa usava quando alguma coisa não lhe agradava. Mas na voz de Elisa parecia quase petulante. Faltava a Elisa a doçura da mãe, talvez se ele tivesse educado-a melhor, " Ou se Sandra estivesse viva..." - pensou.
Escrito por Igor às 13h23
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
sonho, rascunho 1
Ele limpou o suor da testa na manga da blusa e agachou-se, tentando enxergar por entre as árvores...um silêncio sepulcral tomava conta do mato lá fora. Até então, estavam seguros, mas havia uma estrada. E se eles chegaram por ali, os outros poderiam chegar também. O armazém no meio do nada parecia funcionar como um frigorífico clandestino, a julgar pelo cheiro de putrefação e alguns animais que agora pastavam soltos ali perto. Um curral ao lado, estava destruído, carcaças queimadas lá dentro formavam uma imagem, no mínimo, desagradável. "Apenas desagradável" -pensou, porque perto do que ele tinha visto, aquele lugar parecia um Éden. Esgueirou-se um pouco mais, tentando manter-se o mais silencioso possível, parou e escutou. Nada. Só um leve murmurinho das pessoas que se encontravam dentro do armazém. Refugiados, como ele. Almas assustadas fugindo de uma guerra que elas mal sabiam como havia começado. Mas sabiam como terminava. Ele sabia como terminava. Vira quase todos seus amigos renderem-se. E viu como os outros os matavam. E aquilo ainda lhe revirava o estômago...aquilo não parecia uma guerra, parecia um extermínio. O vento frio que anunciava uma chuva por vir soprou e ele resolveu entrar. Lá dentro as pessoas tentavam se alojar o melhor que podiam. Um deles, um rapaz de menos de 16 anos, achou uma torneira. A água parecia ser boa. E era, vinha de um reservatório externo construído em uma elevação na mata próxima. Todos cmeçaram a beber e alguns até a encher o que achavam para lavar-se. Ele aproximou-se de uma garota de longos cabelos castanhos e disse o mis abafado que pôde: "- Não vamos ficar confortáveis demais. Os perdemos apenas por poucas horas." Ela riu e concordou: "- Como se algum dia isso aqui pudesse ser confortável demais". Ela era sua irmã. Ana. E a única coisa que restava de sua família. Como os dois haviam chegado até ali, ainda não conseguiam explicar. Não havia tempo. Eles mal assimilaram que alguma coisa estranha acontecera e já estavam fugindo, mal fugiram, viram os pais morrerem, depois daquilo, toda a cidade arder em chamas. "Se um dia eu parar pra pensar em tudo, eu desabo" – ela disse um dia. Então não pensavam. E fugiam. Encheram os cantis e mais duas garrafas de água que ela carregava na pequena mochila azul. Duas garrafas, uma toalha, uma pequena lanterna de dínamo, uma capa de chuva preta e três barrinhas de chocolate que ela escondia até dela mesma. Na cintura ela carregava uma faca que fora do avô. Sentou-se ao lado do irmão. "Quantas balas você tem?" - ele perguntou. "Seis" – respondeu. "Toma mais seis" - e estendeu a mão. "E deixa carregado". Ele lhe dera um revólver que acharam na mão de alguém que suicidara-se, um 38. de cano curto. "Fácil de usar, fácil de matar...é só abrir o tambor, colocar as balas, fechar e atirar." ele disse quando lhe entregou a algumas semanas atrás. Agora pareciam anos. "E você, quantas sobraram daquelas caixas?" Ele contou vagarosamente algumas balas no bolso da jaqueta. "Vinte e três" Eram poucas demais. E ela percebera a preocupação nos olhos dele. Não que mais ou menos balas fossem mudar aquela situação. Mas podiam fazer a diferença entre escaparem vivos ou virarem estatística. Ele disfarçou. "Chama seu namorado, comam essas bolachas aqui" eu já comi. "Onde você vai?" "Dar mais uma vigiada" Ele pendurou a carabina nas costas pela alça e saiu lá fora mais uma vez, a ventania aumentara. Logo a chuva viria. E forte. E então ele ouviu. Um barulho de carro. "Merda!" - pensou correndo de volta pra dentro. Com o vento uivando, ninguém ouvira nada, até que eles já estavam ali. Lá dentro começou um pânico generalizado. Algumas pessoas tentaram correr para fora, mas foram abatidas como alvos fáceis. "- Os dutos de ventilação!" ele apontou, num grito abafado, algumas pessoas entenderam e aglomeraram-se numa mesa tentando subir. Uma das saídas dos dutos era no lado oposto, quase dentro da mata, aonde poderiam ter uma chance de fugir Outros tentavam atirar, mas a estrutura do lugar dava pouca vantagem contra os atacantes, por sorte ele achou uma fresta e acertou em cheio um deles que estava desprevenido próximo a um dos carros em que chegaram. Tiros zuniam e estilhaçavam as janelas de vidro. Dois atacantes arromabram uma porta lateral com machados e ele deu cabo dos dois, a queima-roupa. O único que impedia o avanço da maioria deles, que desciam de um ônibus, pela porta principal, era um homem com uma submetralhadora, a única arma automática que tinham. Até que ele resolveu surtar e saiu correndo pela porta da frente atirando. Escondeu-se detrás de uma árvore e começou a chorar, carregando o último pente. "Nós vamos todos morrer" – chorava. O homem da carabina gritou sua irmã. Ela e o namorado, correram até ele, tão assustados quanto da primeira vez. "Não vai dar tempo de sairem todos por lá" – apontou com a cabeça aonde as pessoas se aglomeravam nos dutos. "Nós só temos uma chance, quando eu gritar, a gente corre pra aquele carro que eles vieram...atirem em qualquer coisa que se mexer" Lá fora o homem da metralhadora gritava "NÓS VAMOS TODOS MORRER!". Quando escutou a primeira rajada, o outro gritou: "AGORA!" Correram os três, atirando sem ver. Ao entrar no carro, Ana ainda viu o homem da metralhadora cair estribuchando no chão sem acertar nenhum tiro nos atacantes. O namorado deu ré, enquanto o irmão ainda atirava pela janela, quando foi atigindo. Ela gritou. "Anda, porra!" o irmão gritou, um grito de desespero misturado com dor. Ele virou o carro num golpe só e gritou: " - Tem alguma coisa fazendo a gente perder velocidade." " - Acelera, que a gente sai do raio de alcance deles." "Meu Deus, onde te acertaram?" - a irmã perguntou. "No braço, mas a bala entrou e saiu...vou ficar bem" – ele disse amarrando uma pedaço de pano para estancar o sangue. O ponteiro da gasolina estava na reserva, o computador de bordo marcava que eles não tinham nem cinco quilômetros de autonomia... ...
Escrito por Igor às 13h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Bleu
il ya toujours quelque chose du bonheur en les yeux qui sont absent vos yeux, qui je porte encore avec moi et moi encore garder un reste d'espoir du vous voir de retour aussi pour apporter mon depuis que nous avons dit adieu.
Escrito por Igor às 12h42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
diálogos 1
"Mariana mas me diz. a realidade limita o pensamento ou o pensamento limita a realidade? quem existe em função de quem? ou eles simplesmente coexistem?
Igor o ser humano é um limitador patológico
Mariana pq?
Igor olha a história do mundo. olha as relações sociais desde a nossa vidinha urbana moderna até as grandes personalidades do mundo o próprio conhecimento é um limitador. respondendo sua pergunta, o pensamento limita a realidade
Mariana mas o âmbito do pensamento é ilimitado, certo?
Igor certo. mas nós o limitamos, incoscientemente.
Mariana então é culpa dele se ele é posto em palavras e se limita inconscientemente? por que temos uma tendência inata a isso?
Igor a limitar as coisas, sim.
Mariana pq?
Igor isso ainda tô tentando descobrir.
Mariana mas você conclui isso pela história da humanidade, né?
Igor não só por isso se você observar o seu dia a dia vai perceber isso também limitamos tudo. e vivemos confortavelmente dentro dessa zona. até a morte, a barbárie estão englobadas nos nossos limites..."
pra conhecer mais da Mariana é só entrar aqui ó: http://www.modelosdearmar.blogspot.com/
Escrito por Igor às 04h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
reflexão.
Tenho vivido muito. Vocês não acreditariam em tudo que me aconteceu em 23 anos de vida terrena.
E pode, quem vive como eu, assinar um atestado de felicidade. Porque a idéia é que sejamos felizes a maior parte do tempo, não o contrário. Não existe busca pela felicidade. Existe aceitação da felicidade. Nós buscamos nossos desejos, ambições. A felicidade está sorrindo a todo e qualquer momento. As vezes, as pessoas me perguntam porque é que eu não levo nada muito a sério. Eu até levo...algumas coisas. Mas só aquelas que eu vou poder sempre levar comigo. O resto são reflexos borrados de uma realidade que pode ser apenas outro reflexo. E aí? São alguns anos de vida aqui...e podem ser milhares depois do lado de lá. Eu não vou perder meu tempo pisando em ninguém, me preocupando demais com coisas que eu não posso resolver ou buscando o intangível.
Vou continuar aqui, cometendo muitos erros e corrigindo os que eu lembrar. E rindo do resto.
falou.
Escrito por Igor às 21h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Bromélias. Parte III
Olha essa é a parte mais complicada, eu já escrevi e reescrevi essa terceira parte e não consegui o que queria. Ou essa parte tem cem páginas ou apenas umas três. Então vou deixar que a própria história se conte sozinha.
...
É desnecessário dar mais detalhes de como eles se conheceram. Vocês todos já devem estar acostumados com esses clichês de comédia romântica, e bem, foi exatamente como um. Ele a encontrou num desses maravilhosos acasos do destino, que só acontecem uma vez na vida. E como se os dois soubessem disso, se amaram desde a primeira vez em que se viram e como nunca amariam ninguém na vida. Quem não os conhecesse bem não poderia dizer onde um começa e o outro termina, eles eram parte indivisível um do outro e lá no fundo acho que eles entendiam isso, que estariam ligados para sempre. Ah...
...
Eu não sei se foi o tempo, a distância, alguma reviravolta estranha do destino, mas qual não foi minha surpresa quando descobri que estavam separados, cada um em um canto do mundo. Ela estava bem, continuava linda, tinha uma vida estável, um relacionamento tranquilo. Ele, que sempre foi de uma natureza mais desregrada, nunca recuperou-se completamente. Não que isso o tenha deixado pior que naquela quarta-feira, quando ele resolveu chutar tudo. Não. Ele estava melhor, mais centrado, se dando bem na vida. Qual não foi minha surpresa quando descobri que um dia desses ela o escreveu. Os dois riram por horas de fotos que tiraram juntos. Ela disse que o amava, apesar de tudo. E o amaria pro resto da vida. Qual não foi minha surpresa quando ele sorriu, como há anos não sorria e respondeu também que apesar de tudo, ele nunca havia deixado de amá-la um segundo sequer da vida...e nunca deixaria. Os dois riram mais um pouco e se despediram. Naquela noite, chovia bastante, quando ele resolveu abrir a janela. Tentou enxergar alguma coisa, mas só havia um brilho pálido da lua por trás das nuvens carregadas. Ele disse qualquer bobagem e lembrou que eles sempre se diziam que saudade é só pra quem foi feliz. Ela, a alguns milhares de quilômetros dali, deitou-se com aquela mesma frase na cabeça.
Muito tempo passou...e desde então eu nunca mais tive nenhuma notícia dos dois.
Escrito por Igor às 02h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
sobre a caneta.
Existem pensamentos que devem ser escritos. Outros não. Não pela confidencialidade, por serem assombrosos, vultos permeados de confissões e angústia. Nem por serem mesquinhos, irracionais, passíveis de reprovação. Nada disso. Escrever um pensamento é imbuí-lo de uma humanidade sem precedentes. Escrever um pensamento é quase como limitá-lo...trazê-lo do infinito Campo das Idéias para um destino tão torpe e vil que é o juízo humano. Não obstante, tudo que está escrito é potencialmente perigoso.
Escrito por Igor às 02h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Bromélias. Parte II
Ela era a menina mais linda do mundo todo. Linda e talvez um pouco triste. Porque me parece a sina de todas as pessoas muito bonitas um quê de solidão. Tinha a pele branca e macia. Olhos de um azul profundo, tão profundo que pareciam não ter um fim. Os cabelos longos, meio bagunçados, esvoaçavam ao vento. Ela era cativante em tudo, o jeito que ela falava, cantava, ria. Talvez ela não soubesse que era a mulher mais encantadora do mundo. Ou talvez ela simplesmente não se importasse muito com isso. Acho, particularmente, que era um pouco dos dois, ela não sabia e se soubesse não se importaria. Luxos de pessoas bonitas. ...
Ela andava chateada, mas nem ela sabia o porquê. Até esboçou um ou dois motivos, mas nenhum fazia muito sentido. Ela queria, ela precisava conhecer gente nova, mudar de ares. Mas ela nunca tivera um forte para relacionar-se com ninguém. Hora de mudar.
Escrito por Igor às 20h22
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
|

|
|

|